Friday, 6 December 2013

World I Hate

Still searching
Trying to find God in all this hurting.

Secrets of the world collide
I leave the past behind
But it's been so long now that I can't go without
All the loving, all the touching 
Miss your beautiful face 
But I got to solve the secrets 
All of a world I hate 

You know I hate the world 
Secrets of the.

Turn Off the Lights I'm Watching Back to the Future


Tuesday, 3 December 2013

Alpha 60

Le temps est la substance dont je suis fait. 
Le temps est un fleuve qui m’emporte. 
Mais je suis de temps. C’est un tigre, me déchire dehors, mais je suis le tigre.

Sunday, 1 December 2013

Supernova

Noites boémias. O som das guitarras embala os corpos. Uma voz suave, despretensiosa, navega através da sala. As palavras cantadas trazem memórias distantes, algumas boas, algumas más. Murmuram-se melodias entre trocas de olhares cúmplices, solidários até, com os menos talentosos. Palmas juntam-se para dar ritmo ao som, mais ou menos encompassadas. Sorrisos nascem como velas acesas em todos os cantos da sala.
Todos sabemos de cor quais são as memórias, apesar das vivências serem diferentes.

Nunca havíamos estado juntos antes daquela noite. Nunca voltaríamos a estar.
Cruzámos olhares entre notas de uma guitarra mal tocada. O riso foi instintivo. O atabalhoado desfilar das cordas quase estragara a nossa parte favorita da música.
Não trocámos uma única palavra toda a noite. Não era preciso. A cumplicidade nascia a cada argumento apresentado pelo trovador, pois cada uma das suas cantigas era um ponto no mapa, uma cicatriz no corpo, uma lágrima já seca pelo tempo, esse demolidor de sonhos.
A cumplicidade deu lugar a ternura, comecei a prestar atenção aos detalhes. Foram as sardas que me cativaram o olhar, mas foi o dela que me confirmou a sensação de deja vu.
A melancolia é muito má a jogar às escondidas, aparece sempre espelhada no rosto dos que a trazem consigo. O deja vu por sua vez tem alcance curto, nunca vai muito longe, a razão e a lógica apanham-no por instinto. Mas deixa-nos sempre a magicar, que nem Houdini libertado das correntes.
As sardas pertenciam desta vez a uma face nórdica e um corpo espadaúdo mas ao mesmo tempo esguio. O cabelo era loiro de natureza mas curtinho, mais curto que o meu. A melancolia não trazia rótulo, não dava para perceber se era do momento ou de natureza.

Apenas a observei, absorvida no seu mundo, incógnita no meio do grupo, tímida na hora de soltar as letras das canções que sabia de cor.
A todas as estrelas chega a hora de brilhar. A dela chegou tardia. A face iluminou-se por momentos, o corpo levantou-se da cadeira. Tiradas as medidas da planta dos pés à ponta mais alta do cabelo, seria com certeza a rapariga mais alta que havia visto em muito tempo.
Quando tomou o banco e pegou na viola, a sua companheira de estrada voltou até si. Cabisbaixa, a vergonha, apesar de existente, escondia a verdadeira razão da melancolia ser parte de si. Mas a vergonha é sempre a primeira a saltar quando o navio já está a ir ao fundo, e a viola surte o efeito de trazer ao convés até os sentimentos mais escondidos.

Cantou e tocou uma das músicas mais amarguradas e mais belas que alguma vez tinha ouvido. A sua voz era frágil, desconcertante, exposta…puxava pela raiz de tudo aquilo que todos nós tentamos afundar. Todas as memórias, os pontos no mapa, as cicatrizes e as lágrimas estavam ali, em forma de som.
Quando o silêncio se apoderou do espaço que ficara após o fim da canção, um bravo ou tolo pediu-lhe para partilhar algo mais alegre.
“Só conheço músicas tristes”.

Steps

Over and under, I’ll dissolve and use charm as my cover. 
Left over right, walk a careful line 
between you and the outside. 
There is confidence and delusion. I reside between that confusion. 
It’s a misstep down a black hole. 
It’s a long way down and a mouthful. 
So overcome 
and become one. 

Over and under we learn to grow and we learn to recover. 
Over and out, I’ll play the card that holds me in less doubt. 
There’s promiscuity and devotion. And only one fulfils an emotion. 
It’s a big step to end a yearning. 
It’s accepting love but I’m learning 
To overcome and become one. 
I’ll find my way and follow through and maybe there I’ll meet you.