Wednesday, 24 April 2013

MIX01




Há uns bons tempos que andava a planear voltar a brincar com músicas de outras pessoas. Fica aqui o resultado final, num género de música onde sou bastante inexperiente e com várias peripécias que me foram acontecendo durante o mix.

No futuro vou misturar mais coisas e quero mesmo ver se durante a minha viagem consigo safar-me como suposto DJ em certos sítios.

Se forem users do Mixcloud (e porque o Soundcloud não me aceitou o mix), sigam aqui.

Tuesday, 23 April 2013

Bica

Há sensivelmente um mês atrás decidi que não ia beber mais café.
Nenhum motivo em especial, simplesmente achei que me andava a fazer mais mal que bem, e que não havia nenhuma razão lógica para continuar a gastar dinheiro num produto do qual não retiro nenhum prazer em particular e que especialmente em Londres tem um preço ridiculamente inflacionado. 

Beber café é daquelas coisas que a maioria das pessoas fazem por ser "socialmente aceite". Começas a beber porque vês os teus pais beber, os teus amigos, porque te vendem o café como algo cool e trendy, porque há cafés em cada esquina, porque há quase uma cultura de lazer associada ao café. Entretanto torna-se um ritual, passa a fazer parte dos teus hábitos, e quando dás por ti já bebes 3 e 4 cafés por dia só porque sim.
Depois há os que bebem café porque gostam mesmo do sabor. Tudo certo, mas um sumo de fruta é bem mais saboroso e saudável e de certeza que não bebem 3 e 4 por dia. E se de novo quisermos pegar na questão do preço, pelo menos aqui nas terras da rainha, entre um bom sumo natural e um cappuccino todo cheio de truques não há grande diferença.

Quanto aos efeitos, eu sempre defendi que o melhor combustível para o cérebro é o belo H2O, por isso a conversa da cafeína dar jarda para enfrentar o dia a mim nunca me disse nada. Se precisar mesmo desse tipo de injecção de cafeína basta beber um red bull.

E pronto era só isto. Um bem haja a todos os cafeínados, lembrem-se de verificar se o que bebem ao menos é fair trade, sempre causam menos impacto negativo no Mundo.

Thursday, 14 March 2013

26


Ontem fiz 26 quilómetros de bicicleta. Vinte e seis quilómetros a pedalar ao máximo (ainda que com várias paragens para ver o caminho no GPS), metade do percurso com uns bons 6 quilos na mochila, a levar com neve, chuviscos e frio, numa bicicleta em mau estado, com travões desafinados, corrente acabada de desenferrujar/olear mas ainda bastante emperrada.

Tinha que estar em dois sítios diferentes a horas, consegui chegar ao segundo com apenas 7 minutos de atraso. O segundo era o Hammersmith Apollo, onde trabalho, e onde tive que estar mais umas 5 horas em pé a servir bebidas no bar e a dar uma ajuda no auditório.
Quando a adrenalina baixou senti algum cansaço, mas ainda assim quando terminei o turno fui a pedalar para casa. No fim já foi a custar, mas o sentimento de realização pessoal, mesmo que numa coisa tão simples, bate qualquer dor de pernas que tenha hoje.

Numa das primeiras vezes que peguei na bicicleta, quando ela ainda estava novinha em folha, foi para fazer um percurso de 12 km quase em linha recta, e mal me aguentei. Na vinda para trás um terço do percurso foi feito a pé porque as pernas me tremiam em claro colapso muscular. Hoje em dia penso nessa experiência e no que consegui ontem e rio-me.

Testarmos os nossos limites e tentar quebrá-los é uma das coisas que me motiva em quase tudo o que faço. Acho que foi algo que aprendi (como muitas outras coisas) através do hardcore.
Quando és puto, entrar num pit cheio de gajos mais velhos e maiores que tu, arriscando-te a cair ou até levar uma boa solha no meio da cara, é assustador. Saltar de cabeça de cima de um palco pode correr muito mal.
Mas sem nunca tentar, sem nunca arriscar a dor para saber se vale ou não a pena, tornas-te apenas mais um espectador, no pit e na vida.

Saturday, 2 March 2013

(HOME)



"Quando eu quis regressar para o meu lar 
Eu sei que quis me encontrar 
Nas velhas histórias do meu lar 
E na ausência da inocência 
Contida entres estas paredes 
Tudo o que eu conhecia mudou 
O tempo foi tão voraz 

Eu quero aprender mais 
Quero fazer mais
Ainda que me arrependa outra vez 
Quero chorar ao menos mais uma vez 
Eu quero amar 
Mais e mais. 

Outra vez 
Repetir 
Mais uma vez 
Repetir 
Repetir."

Obrigado Bráulio, Alex, Corentin.

Tuesday, 1 January 2013

158


Há uns tempos atrás, fiz um post sobre os filmes que tinha visto até à data no ano que agora terminou.
Se na altura constatei que o número era meio absurdo, constato neste post que realmente passei demasiado tempo a ver filmes em 2012.

De um total de 158 filmes, o dobro do que tinha mencionado antes, muito pouca coisa me impressionou verdadeiramente. Mas eu sempre gostei de listas de fim de ano, e de ler reviews e opiniões de outros sobre coisas que me interessam, por isso deixo aqui então a revisão final aos melhores filmes que vi em 2012, reconhecendo, mais uma vez, que ainda me faltam ver muitos clássicos, e que provavelmente deixei escapar alguns bons filmes lançados no ano passado.
  1. 12 Angry Men (1957)
  2. The Dark Knight Rises (2012) - vi 2x em cinema
  3. Looper (2012) - vi 2x, primeira em cinema
  4. A Clockwork Orange (1971)
  5. The Hobbit: An Unexpected Journey (2012) - 3D e ecrã IMAX
  6. Life of Pi (2012) - 3D
  7. Shame (2011)
  8. Rust and Bone (2012)
  9. Skyfall (2012) - vi 2x em cinema
  10. Prometheus (2012) - vi 2x, primeira em cinema 3D
Acho engraçado perceber que muitos filmes mudaram de posição na lista, e outros desapareceram completamente, simplesmente porque à medida que reflecti sobre "os melhores", e sobre o que realmente é melhor que o quê, com base única e exclusivamente na importância que tiveram para mim enquanto consumidor e apreciador de cinema, percebi que aquilo que eu sabia há meses atrás não é mais o que sei hoje.
Ao ver o dobro dos filmes que tinha mencionado antes, as minhas opiniões, mesmo sobre os que já tinha visto, mudaram. Não posso mais colocar o The Help, ou o Intouchables no Top 10, quando penso na experiência que foi ver o Dark Knight Rises pela primeira vez, ou o Hobbit, ou como o quão genial é o Life of Pi enquanto adaptação de um livro. 

Algumas notas:

  • Decidi não incluir neste Top 10 filmes que já tinha visto na íntegra em anos anteriores, porque não seria justo para os filmes que realmente interessam deste ano, ainda que eles estejam presentes na minha lista do IMDB e contribuam para o número final de 158.
  • Quase por teimosia, optei por manter o Prometheus, mesmo em detrimento de outros grandes clássicos que têm o mesmo rating na minha lista no IMDB, apenas porque a experiência de ter visto esse filme, sozinho numa sala quase vazia, foi bastante imersiva e acredito que até hoje é do melhor 3D que já vi num filme (e papei bastante 3D neste ano findado).
  • Deixei alguns filmes incompletos, por não ter tido tempo de os terminar de ver, estes são: Cloud Atlas, Hara-Kiri - Death of a Samurai e I Am.
Aqui fica a lista completa para quem queira dar um olhar mais curioso.

Wednesday, 26 December 2012

320

É o meu novo highscore pessoal de Scrabble. E também o primeiro, visto que ontem foi a primeira vez que joguei.
Acho que libertei um monstro que ainda me vai dar muitas dores de cabeça (das boas claro).

Obrigado Nets pela prenda e pela jogatana. Melhor maneira de encerrar o Natal deste ano.